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Setor Frigorífico na Amazônia

A indústria de frigoríficos está reagindo às acusações de que carne produzida em áreas desmatadas recentemente na Amazônia é comercializada no mercado interno e externo por grandes empresas dos setor.

O grupo JBS-Friboi, maior produtor e exportador mundial de carne bovina, assinou na terça-feira (23), um pacto com a Wal-Mart, maior rede de varejo mundial, para que as empresas trabalhem juntas para garantir que “a carne bovina não seja advinda de propriedades que possuam alguma irregularidade particularmente em relação à lista do Ibama ou de pecuaristas que pratiquem de algum modo trabalho infantil ou análogo ao trabalho escravo” no bioma amazônico, conforme nota do frigorífico.

“O pacto também inclui um comprometimento para rastrear, identificar e controlar o rebanho dos fornecedores localizados no bioma de forma que o desmatamento ilegal e a produção de madeira não sejam associados com a criação de gado na região”, afirmou a JBS. 

Marfrig


Um dia antes, a Marfrig Alimentos, outro peso-pesado no mercado mundial de carne bovina, comunicou ao governo de Mato Grosso que se compromete a não adquirir, abater ou comercializar gado originário de áreas do bioma amazônico que tenham sido desmatadas a partir desta semana.

Ficou acordado entre a empresa e o estado que a moratória terá validade até a implantação do programa MT Legal, que prevê a regularização ambiental das 140 mil propriedades rurais de Mato Grosso.

“A Marfrig excluirá de sua lista de fornecedores a totalidade das fazendas pertencentes a proprietários que tiverem uma única fazenda embargada e até que sua situação se encontre regular”, afirmou a companhia, em nota.

Abiec

 

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou em audiência no Senado, também na terça-feira (23), segundo informações da Agência Brasil, que o setor que representa adotará um código de conduta para evitar o abate e o processamento de gado criado em áreas de desmatamento da Amazônia.

De acordo com Giannetti, o código de conduta é uma maneira de adequar o setor ao termo de ajuste de conduta proposto pelo Ministério Público Federal no Pará e pelo Ministério do Meio Ambiente, que proíbe a comercialização de carne de animais provenientes de áreas desmatadas.

Ainda segundo informações da Agência Brasil, o presidente da Abiec disse que atualmente é impossível controlar toda a cadeia produtiva da carne e identificar animais oriundos de áreas embargadas. Ele ressaltou que 30% do gado abatido no país é clandestino.

Segundo Giannetti, o setor não tem condições de assinar o termo de ajuste de conduta nete momento e, por isso, optou pelo código. O presidente da Abiec ainda criticou o governo e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que “teria falado muito e feito pouco pelo setor”.

 

Ação do MP


A compra de gado por grandes frigoríficos de áreas da Amazônia desmatadas recentemente é alvo de ação do Ministério Público Federal no Pará. O MP rastreou que carne com essa origem é vendida nos supermercados e exportada. A organização ambientalista Greenpeace fez levantamento que aponta que também em Mato Grosso ocorre este tipo de transação.

Em reação a estas investigações, pelo menos 35 empresas já confirmaram ao MP que deixarão de comprar gado ou derivados que tenham como origem os pastos recém-desmatados no Pará. Elas foram alertadas pelos promotores paraenses e concordaram em cortar fornecedores que não tenham como comprovar a origem de seus produtos.

A lista das empresas que confirmaram o boicote foi publicada pelo MPF nesta sexta-feira (19). Entre elas estão Vicunha Têxtil, Vulcabrás, Ypê e Sadia. Na semana anterior, as redes de supermercados Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar já haviam anunciado corte na compra de produtos advindos de desmatamento.


 



Escrito por Fabiana Mendes às 11:35
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Dica de Programa: Um pé de quê? Canal Futura

Uma dica de programa instrutivo que demonstra o uso e a importância de se preservar todas as espécies de árvores existentes e relata um pouco da história que existem entre elas (árvores) e o Brasil.


Um Pé de Quê? é um programa de televisão brasileiro, transmitido pelo Canal Futura. Sob o comando de Regina Casé, ele procura mostrar a cada episódio uma espécie que forma a diversidade de nossa flora. A abordagem parte de aspectos botânicos, como origens, características físicas, épocas de floração e vai buscar passagens em que elas pontuaram a história do Brasil.

Regina aparece em praças, parques, matas e florestas dos quatro cantos do país, revelando a natureza de forma curiosa. Um Pé de Quê vai ao ar no Canal Futura todos os dias.

Acessem: http://www.futura.org.br



Escrito por Fabiana Mendes às 16:19
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Tráfico de animais silvestres

Desde o seu descobrimento, o Brasil despertou a cobiça mundial sobre a sua fauna e flora. Sua rica e preciosa biodiversidade sempre esteve na mira daqueles que aqui aportaram. Até hoje o país é representado pelo panteão que exalta o verde de suas matas e pelo hino que informa que "nossos bosques tem mais vida e nossos campos tem mais flores". A cada ano porém, os dados apontam um destino menos romântico para os nossos símbolos patrióticos. As matas já não são tantas, e o verde está cada vez mais silencioso.

 

O processo de desenvolvimento cultural da população brasileira foi singular, possibilitando o encontro de povos conquistadores e povos que mantiam um relação íntima com a natureza e o meio ambiente. Hoje percebem-se traços dessa miscigenação ao observarmos nos grandes centros, ou nos rincões do nosso território, a presença de vários animais silvestres convivendo com o ser humano, numa relação de domínio e admiração.

Aquele olhar estrangeiro de cobiça se perpetua até hoje, todavia ele carrega mais do que simples curiosidade, ele traduz a certeza de que possuímos a maior reserva de biodiversidade do planeta, e que nela estão contidos muitas respostas que ainda não chegaram ao conhecimento humano.

 

Segundo dados do PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ( Perfil do Pnuma-1992 ), cerca de cem espécies desaparecem todos os dias da face do planeta, e o comércio ilegal de animais silvestres surge como uma das principais causas dessa tragédia.

Em menos de 500 anos o Brasil já perdeu cerca de 94% ( Veja, Ed. Esp. Amazônia-1997 ) da sua cobertura original de Mata Atlântica, um dos principais ecossistemas do país. 

 

São cada vez mais constantes as incursões nas matas tropicais em busca de animais para fomentar o tráfico nacional e internacional, e manter animais silvestres em cativeiro continua sendo um hábito cultural da população brasileira. Sejam os abastados, que exibem seus animais como troféus à sua vaidade; sejam os miseráveis, que se embrenham na mata em busca de animais que, vendidos, ajudarão a diminuir sua fome, ou sejam ainda os cientistas estrangeiros que buscam na fauna e na flora brasileira uma possibilidade de seus laboratórios faturarem alto com a fabricação de novos medicamentos, o fato é que: ALGO PRECISA SER FEITO IMEDIATAMENTE PARA CONTER O TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES BRASILEIROS.

 

 



Escrito por Fabiana Mendes às 17:52
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