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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Arte e cultura, Viagens, Natureza, animais, esportes radicais |



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Dia da Terra é hoje!

O Dia da Terra é comemorado por milhares de organizações, em centenas de países, com o objetivo de conscientizar as comunidades sobre a importância da preservação do Planeta Terra. A data foi criada nos Estados Unidos em 1970, com o primeiro protesto contra a poluição, convocado pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, e passou a ser comemorada por outros países nos anos 90. Esperamos que, no mundo todo, se organizem atividades como limpeza de praias, palestras sobre aquecimento global, campanhas de reciclagem, concursos, workshops, shows e outros eventos culturais que realmente estejam voltados para essa questão tão séria que estamos vivenciando: o que podemos fazer em relação a questões ambientais que o Planeta enfrenta? Terra! Terra! Por mais distante O errante navegante Quem jamais te esqueceria?...
Escrito por Fabi às 10:26
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Carroças não mais....

Já era hora de, em pleno século 21, depois de o homem já ter pisado em solo lunar, as carroças deixarem de vez o cenário urbano. Campinas saiu na frente. Um projeto de lei elaborado pelo ex-vereador e agora deputado estadual Feliciano Nahimy Filho (PV) proíbe a circulação desse tipo de transporte na cidade. A proibição entra em vigor em três meses. O motivo é evitar os maus-tratos aos animais, muito mais comuns do que se imagina. E a argumentação para uma medida do tipo pode ser contemplada até na inviabilidade econômica das carroças.
Convenhamos: manter um animal de grande porte para utilizá-lo em carretos no meio urbano, onde cada metro quadrado é cada vez mais disputado, chega a ser mais caro que ter uma Kombi velha. A menos que o animal seja mantido em cubículo, sem alimentação adequada e com horas excessivas de trabalho, o que é crime e deve ser combatido pela sociedade.
Animais são vidas dignas de respeito e mesmo os que parecem ser fortalezas sobre patas sentem dor e medo. Olhemos à nossa volta e percebamos o quanto se empilha peso em carroças a que os pobres bichos são amarrados, o quanto se açoitam esses seres indefesos. O ser humano não precisa sobreviver disso.
Quem tiver coragem, acesse o link abaixo para conhecer um pouco sobre a vida e a morte dos animais de tração: http://www2.uol.com.br/focinhos/especiais/04_04_12_animais_charrete.shtml Me sensibilizo toda a vez que vejo um carroceiro nas ruas de Belo Horizonte, já vi coisas horrorosas feitas com esses animais e acho que temos pleno direito de lutar por aqueles que não tem voz perante a sociedade. Não deixe que animais como esses sofram á mingua nas ruas, denuncie, maus-tratos é crime!
Escrito por Fabi às 10:38
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Relaxando um pouco...

Turismo eco-conscienteEcoturismo: opções para se divertir aproveitando a natureza O ecoturista é alguém que gosta de estar em contato com a natureza e, mais do que isso, faz de tudo para alterá-la o mínimo possível. O conceito de ecoturismo ainda é pouco difundido no Brasil, mas os destinos principais são bem famosos: Fernando de Noronha e Bonito.
Com atrações completamente diferentes, os dois lugares são os mais visitados pelos ecoturistas brasileiros (e do exterior, claro), mas estão longe de serem as únicas opções. Afinal, em um país com dimensões continentais, basta usar um pouco de criatividade e consultar alguém com mais experiência para descobrir destinos sensacionais. Luciana Crocci, executiva de contas da Freeway Brasil, lembra que o ecoturista, no geral, é alguém que gosta de fazer belas caminhadas, ainda que exista a modalidade apenas para contemplação. Aventura e belezas naturais Muita gente já visitou e aprovou as belezas da Chapada dos Guimarães. Com acesso relativamente fácil, a menos de uma hora de Cuiabá, a região recebe muitos turistas estrangeiros. Na Pousada do Parque, eles respondem por até 70% do movimento. O proprietário Oswaldo Murad lembra que, ainda que seja comum ver vida selvagem na chapada, o mais forte da área são as cachoeiras e a observação de pássaros.
Há todo tipo de passeio: de algumas horas, de um dia e até de alguns dias acampado no meio da mata. O melhor mesmo é ir com um guia, que é a pessoa que sempre sabe o que observar, até onde caminhar e tem os melhores trajetos para ninguém se perder. Oswaldo indica os principais passeios para o aventureiro iniciante na chapada: o Circuito das Águas, a Cidade de Pedras e o Mirante do Centro Geodésico. Para ele, ir até lá e não ver nada disso é o mesmo que não ter passado pela Chapada dos Guimarães.
Outra vantagem de Mato Grosso é estar próximo de outros dois ecossistemas muito relevantes para o turismo brasileiro. Na chapada, visita-se o cerrado. Poucas horas ao norte está a Amazônia e, logo ao sul, fica o Pantanal. Banho de rio Também no Centro-oeste brasileiro está outra opção para os amantes de ecoturismo (ou para aqueles que queiram iniciar a prática). A Chapada dos Veadeiros, em Goiás, fica a duzentos quilômetros de Brasília, e também conta com diversas opções de trilhas. Além disso, nem é preciso entrar no Parque Nacional, distante 36 quilômetros de Alto Paraíso, para curtir as belezas da região, que aparecem por todo o lado. E nunca é demais lembrar: Alto Paraíso é uma das capitais brasileiras do esoterismo, ou seja, o passeio é ideal para quem busca paz de espírito. Quem esteve por lá foi Leandro Venditti, gerente de produtos de uma multinacional, que conta que pretende retornar: “a viagem é realmente muito peculiar porque a região possui inúmeras belezas naturais e a cidade em que fiquei é única. Foi ótimo passar o dia em trilhas e cachoeiras e poder, à noite, encontrar um vilarejo de pessoas simples e acolhedoras”. Pelos verdes montes Bem menos ousada é Monte Verde, próxima de São Paulo. A pequena cidade é muito procurada por casais durante o inverno e oferece trilhas simples para quem procura iniciar-se no ecoturismo – são seis principais, em percursos que levam de trinta minutos a três horas. Vitor Mesquita, guia turístico da cidade, lembra que os melhores caminhos são os que conduzem ao ponto alto da cidade, a 2.080 metros. De lá, é possível observar uma vasta região verde e muito serena.
Quem vai aproveitar as temperaturas amenas de Monte Verde agora nas férias de julho é a estudante de psicologia Cássia Quinlan, que vai acompanhada do namorado. Ela conta que a idéia era buscar um lugar frio e uma fuçada no Google mostrou uma pousada na cidade com preços bem convidativos. Mas a prática do ecoturismo ainda é incerta: o problema é que o namorado dela não é um grande adepto das trilhas e se incomoda muito com os mosquitos pelo caminho. Ecoturismo lá fora Com tantas opções no Brasil, você deve estar se perguntando: mas e o exterior? É claro que temos muitas atrações fora do País, mas em geral elas são um pouco mais caras. Agora em julho, as cidades do Sul do nosso continente não são tão recomendadas devido às baixas temperaturas. Tirando as estações de esqui de Bariloche e aquelas próximas a Santiago, no Chile, a Patagônia tem temperaturas absolutamente rígidas e o mais recomendável é esperar alguns meses para pensar em ir para lá. É o que faz a médica Elisabete Saito, que há algum tempo resolveu visitar o Glaciar Perito Moreno, incluído na lista de patrimônios mundiais da Unesco. A geleira de 250 quilômetros quadrados é a principal do Parque Nacional los Glaciares, próxima de El Calafate, no sul da Argentina. Agora, em outubro, ela parte para mais uma de suas inúmeras experiências ecoturísticas ao longo dos últimos anos. A fisiatra já foi para a África do Sul e recomenda a Rota Jardim, um caminho pela costa que começa na Cidade do Cabo e termina onde você preferir parar, é claro. As opções são muitas.
Outra das aventuras de Elisabete foi pela Nova Zelândia, que segundo ela é um lugar que passa muita segurança para o turista. Por lá, ela fez rafting, andou de balão e aproveitou muito a natureza: vistas fenomenais, com a praia logo ali, colada nas montanhas.
Escrito por Fabi às 10:20
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Atitudes Sustentáveis

Temos a consciência de que nosso planeta não agüenta mais o atual ritmo de consumo e as exigências cada vez mais altas e prementes de nosso modo de vida. Para isso, a solução que os estudiosos encontraram é o uso inteligente e comedido dos recursos naturais. Mas, para que isso saia do papel e torne-se uma realidade em nossas vidas, é preciso que a consciência do empresário seja despertada para a necessidade de tornar os empreendimentos sustentáveis uma prática corriqueira. Pensar que as coisas mudarão “da noite para o dia” é uma ilusão infantil. É importante que a criação de uma consciência “sustentável” no empresariado seja “estimulada” por uma pressão popular poderosa que só será possível através da divulgação do conhecimento das reais necessidades ambientais e do perigo que corremos ao desprezá-las. Combater o desperdício de materiais; garantir a economia de recursos importantes como água e energia. Para isso, todos os empreendimentos que desejam serem certificados como “sustentáveis” devem seguir algumas normas e parâmetros específicos em sua elaboração e construção. Aspectos arquitetônicos e do uso de materiais envolvidos e no tratamento de seus resíduos devem ser levados em consideração para garantir que cada empreendimento; seja de que natureza for, terá uma harmoniosa e correta integração com o meio ambiente e com a sociedade no qual estiver inserido. Assim, os investimentos necessários devem ser feitos desde o início da concepção do projeto. A “tomada de decisão” já deve ter como ponto principal à premissa de que os empreendimentos serão sustentáveis. A opção pelo uso de modernas tecnologias inovadoras ou por soluções práticas e de baixo custo já deve estar na mente dos projetistas para evitar improvisações e problemas com a execução do empreendimento. Os empreendimentos sustentáveis são a única forma de garantirmos que os recursos naturais planetários conseguirão sustentar a humanidade por muitas gerações ainda. Se levarmos em consideração que um terço da população mundial consome o que seria necessário para manter todo o planeta; percebemos claramente que o consumo global, principalmente nos países ricos, está muito além do que o planeta comporta. Para mantermos esse nível de consumo nos parâmetros atuais; seriam necessários cinco planetas iguais ao nosso para garantir que a humanidade pudesse comer, beber e respirar por mais alguns anos na atual taxa de crescimento populacional e de volume de consumo. Obviamente; isso é impossível. Portanto, a alternativa mais inteligente (e na verdade a única) é usarmos os recursos de que dispomos hoje com mais racionalidade e eficiência. Por isso, os empreendimentos sustentáveis são a saída para todos os problemas ambientais, sociais e econômicos que temos nos dias de hoje. E a formação dessa cultura sustentável é a única oportunidade de podermos ter as futuras gerações caminhando pela face da Terra por muitas e muitas eras. Aos poucos, os empreendimentos sustentáveis começam a ser mais freqüentemente adotados e a vicejar por toda parte. Envolvendo as mais diversas áreas do conhecimento humano. A pressão das entidades que se preocupam com o meio ambiente; dos cientistas e da população preocupado com as óbvias demonstrações de que temos sérios problemas em relação a preservação desses recursos preciosos e sem os quais não podemos viver é, sem sombra de dúvida o fator decisivo para que esse novo comportamento se espalhe e frutifique.
Escrito por Fabi às 15:17
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Legisladores do G-20 priorizam mudança climática

Washington, 01/04/2009, (IPS) - Legisladores do Grupo dos 20, que reúne países ricos e emergentes, criaram na última segunda-feira, em Washington, uma comissão para assentar as bases políticas de um acordo mundial sobre mudança climática.
Espera-se que esse acordo surja da conferência das partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a mudança climática, que acontecerá em dezembro em Copenhague, e que funcione como sucessor do Protocolo de Kyoto (1997) que expirará em 2012.
A Comissão Internacional sobre Mudança Climática e Segurança Energética foi criada pela Organização Mundial de Legisladores (Globe), que exige uma “liderança ambiciosa” em matéria ambiental. A comissão reúne parlamentares de todas as principais economias mundiais para debater os acordos e as negociações políticas necessárias para um consenso sobre o acordo pós-Kyoto. Sua criação ocorreu às vésperas da cúpula do G-20, que acontecerá em Londres.
A Comissão inclui legisladores do Grupo dos Oito países mais poderosos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) e de Brasil, Austrália, China, Indonésia, México, África do Sul e Coréia do Sul, além da Dinamarca, na qualidade de anfitriã da conferência de dezembro.
“A comissão possibilitará uma discussão política que não gire em torno de detalhes técnicos e que permita explorar as negociações necessárias para um acordo efetivo no final do ano em Copenhague”, disse Elliot Morley, presidente da Globe. “Há certas realidades políticas que precisam ser colocadas na mesa” para isso, porque “de outro modo os governos correm o risco de uma reiteração de legisladores vetando qualquer acordo, como ocorreu no Senado norte-americano em relação a Kyoto”, quando houve 95 votos contra e nenhum a favor.
O debate de dois dias, na sede do Congresso dos Estados Unidos, se concentrou nas concessões que economias industrializadas-chave como a do país anfitrião e da União Européia deverão adotar sobre objetivos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa entre 2020 e 2050. Além disso, os legisladores deliberaram sobre a natureza dos compromissos que as principais economias emergentes terão de assumir. A Comissão apresentará suas conclusões aos chefes de Estado e de governo do G-20 às vésperas da reunião de Copenhague.
“A mudança está para acontecer porque é necessária. A ciência e as pessoas assim exigem”, disse o legislador norte-americano Ed Markey, presidente da Comissão e do Comitê Especial de Independência Energética e Aquecimento Global. “Temos de encontrar uma linguagem comum e a maneira correta de abordar as mudanças daqui em diante”, acrescentou. Markey será responsável por patrocinar o novo projeto norte-americano sobre mudança climática na Câmara de Representantes.
Na abertura do debate na segunda-feira, o secretário-executivo da Convenção Marco (UNFCCC), Yvo de Boer, se dirigiu aos legisladores por videoconferência desde seu escritório em Bonn. “Nenhuma questão é mais fundamental no longo prazo” do que a da mudança climática, disse de Bôer. “Os desafios são grandes, mas também são grandes as oportunidades que temos pela frente. Os países industrializados devem ser claros quanto às ações que tomarão para minimizar a mudança climática, e em que “as finanças devem fluir para ajudá-los”, acrescentou. Os participantes da Comissão esperam negociar um acordo mundial sobre a redução dos gases estufa a tempo para a conferência de dezembro.
Ao assinar o Protocolo de Kyoto, os países industrializados concordaram reduzir em 5,2% suas emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela mudança climática, até 2012, em relação aos registros de 1990. Mas a maioria dos especialistas enfatiza que são necessárias reduções muito maiores para evitar catastróficas mudanças climáticas e aumento no nível domar. O principal negociador do presidente Barack Obama para mudança climática, Todd Stern, reiterou o compromisso de seu governo de reduzir as emissões de carbono, na conferência da INFCCC que aconteceu domingo passado em Bonn. “Todos temos de fazer isto juntos. Não creio que alguém pese que os Estados Unidos possam montar um cavalo branco e fazer todo o trabalho”, acrescentou.
Washington assinou o Protocolo de Kyoto, mas retirou a assinatura logo que George W. Bush assumiu a presidência em 2001. Os parlamentares presentes ao lançamento da Comissão destacaram o trabalho e a dedicação de seus países no combate à mudança climática. “Estamos prontos para participar de um debate amistoso e franco sobre mudança climática”, disse o legislador chinês Pu Haiqing, recordando o fechamento das centrais elétricas chinesas, grandes contaminadoras, e o intenso uso de energia solar. “Continuaremos pressionando por uma tecnologia que economize energia para melhorar nosso meio ambiente”, acrescentou.
O congressista brasileiro Antonio Palocci aplaudiu “o necessário compromisso dos Estados Unidos” nas negociações sobre mudança climática, e disse que se deve fazer um esforço para “eliminar as barreiras comerciais aos produtos que na realidade solucionarão o problema”.
Em sua primeira sessão, na segunda-feira, a Comissão analisou como equilibrar a criação de empregos no curto prazo com o estímulo econômico a objetivos climáticos e de segurança energética. Na segunda sessão, ontem, cada membro identificou os obstáculos econômicos e políticos em nível nacional para uma ação maior sobre a mudança climática. Cada uma analisou as “linhas vermelhas”, que determinarão se os chefes de governo podem apoiar um acordo global. Os especialistas delinearão os atuais compromissos dos países do G-20 e calcularão até onde deverão avançar para cumprir os objetivos no longo prazo.
Os representantes da Comissão também realizarão reuniões privadas com senadores-chave, entre eles John Kerry. Como presidente do Comitê de Relações Exteriores, Kerry será uma figura importantíssima na elaboração de qualquer acordo assinado em Copenhague através do Senado. A Comissão foi convidada a apresentar uma declaração aos líderes do G-20 antes da reunião de quinta-feira na capital britânica. Depois se reunirá nos dias 11 e 12 de junho em Roma, antes da cúpula italiana do G-8, e divulgará um informe final nos dias 23 e 14 de outubro em Copenhague. IPS/Envolverde
Escrito por Fabi às 15:20
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Iniciativas para a proteção do clima

A política de tecnologia está no centro do desafio da mudança do clima. Mesmo com cortes nos desperdícios de gastos com energia, nossas tecnologias atuais não podem atender ao mesmo tempo a um declínio nas emissões de dióxido de carbono e uma economia global em expansão. Se tentarmos restringir as emissões sem um conjunto de tecnologias fundamentalmente novas acabaremos sufocando o crescimento econômico, incluindo as perspectivas de desenvolvimento de bilhões de pessoas.
Economistas falam muitas vezes como se o estabelecimento de um preço para as emissões de carbono – via permissões negociáveis ou um imposto sobre o carbono – fosse suficiente para cumprir as reduções necessárias dessas emissões. Isso não é verdade. O sistema europeu de créditos de carbono não mostrou muita capacidade de gerar pesquisas de larga escala nem de desenvolver, demonstrar e instalar tecnologias revolucionárias. Um sistema de créditos pode influenciar marginalmente as escolhas entre usinas de carvão e gás ou provocar um pouco mais de adoção de energia solar ou eólica, mas não levará a uma revisão necessária e fundamental dos sistemas de energia.
Para isso precisamos de muito mais que um preço para o carbono. Considere três tecnologias de baixa emissão potencialmente transformadoras: seqüestro e estocagem de carbono (CCS, na sigla em inglês), automóveis híbridos recarregáveis e geração concentrada de energia solar-térmica. Cada uma delas necessita de uma combinação de fatores para funcionar: mais pesquisa científica aplicada, importantes mudanças regulatórias, infra-estrutura apropriada, aceitação pública e investimentos iniciais de alto custo. CCS, por exemplo, depende da capacidade de capturar dióxido de carbono na usina a custo baixo, transportá-lo por dutos a distâncias significativas e estocá-lo em segurança no subsolo, de maneira confiável e duradoura. Todos esses componentes estão próximos de ser utilizados, mas todos enfrentam desafi os importantes. A captura de carbono é mais promissora para novos tipos de usina de carvão, cujo custo e confi abilidade têm ainda de ser provados. Uma vasta nova rede de dutos requereria um grande apoio regulatório e político, com obstáculos ambientais e de direitos de propriedade. O seqüestro geológico de dióxido de carbono em grandes escalas tem também de ser provado, cuidadosamente monitorado e ambientalmente regulado. Os primeiros projetos demonstrativos provavelmente serão muitas vezes mais custosos que os posteriores. A ampla aceitação e o apoio públicos serão cruciais para a tecnologia. Mas até hoje o governo americano não conseguiu ativar uma única usina de demonstração CCS, e diversas iniciativas privadas estão atualmente encalhadas, todas por falta de apoio público e financiamento.
Automóveis híbridos recarregáveis significam quebra-cabeças semelhantes. Permanecem questões básicas sobre a segurança, confiabilidade e durabilidade das baterias que eles requerem, assim como os investimentos extras na matriz energética para apoiá-los. A energia solar-térmica, que utiliza radiação solar concentrada em lugares desertos para ferver a água para turbinas a vapor geradoras de eletricidade, também depende da solução de diversos problemas. Os desafi os políticos incluem o pesadelo da armazenagem de energia e obstáculos regulatórios e financeiros, incluindo a instalação de novos sistemas de transmissão de alta voltagem e corrente contínua para levar a energia a longas distâncias, do deserto a outros locais.
As questões tornam-se ainda mais complexas quando consideramos que as tecnologias de baixa emissão desenvolvidas no mundo rico precisarão ser adaptadas rapidamente em países pobres. A proteção de patentes, que serve para promover a inovação, pode retardar a difusão dessas tecnologias para países de baixa renda, a menos que se adotem medidas compensatórias.
Toda essa inovação tecnológica precisa começar logo, se quisermos ter uma chance de estabilizar as emissões de carbono em um nível que evite custos globais potencialmente devastadores. Até 2010, no máximo, o mundo tem de romper barreiras com usinaspiloto de carvão CCS na China, Índia, Europa e Estados Unidos. As nações ricas devem ajudar a financiar e construir usinas solartérmicas em estados fronteiriços ao Saara, e híbridos recarregáveis altamente subsidiados têm de estar saindo da linha de montagem. Apenas esses passos nos permitirão perscrutar mais longe o caminho da verdadeira mudança transformadora.
Escrito por Fabi às 11:57
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